POEMA
Aí vão uns versos que escrevi em maio de 2001 Na minha época Na minha época Os punks de Los Angeles eram bem mais conscientes do seu papel social Entre gigantes de oito metros Nossa cidade era maior que New York E enquanto bebia dúzias de garrafas de uísque, Armazenava milhares de MP3s Na minha época, na minha época, na minha época, Bandas de rock com 50 integrantes Mas você nem havia nascido
Escrito por Marcelinho às 22h14
[]
[envie esta mensagem]
[link]
Na noite
Green Folkies tocam Dylan e mais

Nesta sexta-feira (22), depois do trabalho, já marquei um programa: ir ao Cornhills, um café aqui em Brasília, para ver a apresentação dos Green Folkies. Trata-se de uma dupla formada por Fernando Brasil (voz e violão) e Flávio Pennacchio (violino e banjo). Há dois anos na estrada, o duo se especializou num interessante repertório de folk music de nacionalidade britânica, irlandesa e norte-americana. No repertório não apenas tocam mestres necessariamente ligados ao folk deste lado do Atlântico, como Leonard Cohen, Johnny Cash, Bob Dylan e Neil Young, como também despejam canções tradicionais irlandesas, Van Morrison, Beatles, Rolling Stones e outros. Fernando, que também é líder da banda Phonopop, influenciada por sons britânicos modernos, revelou-se ótimo intérprete folk, tanto na voz quanto no violão. Flávio, por sua vez, demonstra versatilidade no banjo e no violino – que ele prefere chamar de fiddle, versão caipira do instrumento erudito, por aqui conhecido como rabeca. Os arranjos são apurados e a performance empolga. Junto à dupla se apresentará um certo Mud Adams, que não conheço ainda. Fiquei contente que quando cheguei ao Cornhill, há duas semanas, os caras me dedicaram a belíssima Whistle for the Choir, dos escoceses do The Fratellis. Valeu mesmo. Amanhã vou cobrar Whiskey in the Jar, tradicional tema irlandês, imortalizado no universo roqueiro pelo Thin Lizzy. Além do mais, o Cornhills é um lugar agradabilíssimo, com boa comida e cervejas maravilhosas, como a inglesa London Pride e a irlandesa Wexford. O dono é uma figura simpatíssima, Glen. Escocês, trabalhou anos em Londres como advogado, casou-se com uma brasileira e mudou-se para Brasília para tornar-se um empreendedor. Grande Glen. A todos o meu abraço, ótima sexta-feira e um agradável fim de semana.
Escrito por Marcelinho às 22h13
[]
[envie esta mensagem]
[link]
Erramos
Ato falho No texto sobre o show do Heaven and Hell, ao citar o repertório, escrevi Children of the Grave, do álbum Master of Reality, ao invés de Children of the Sea, do disco Heaven and Hell. Provavelmente estava com o Ozzy na cabeça (rs). Valeu ao amigo e leitor Pedro e o Lobo por me chamar a atenção sobre o fato. Afinal, já havia dito que o grupo não tocava nenhuma canção da fase Mr. Osbourne. A todos um abraço e bom fim de semana.
Escrito por Marcelinho às 11h00
[]
[envie esta mensagem]
[link]
Show
Noite de metal
Divulgação 
Nos palcos, o quarteto Heaven and Hell desfila seu som pesado e sombrio Não poderia ter sido melhor a passagem da banda anglo-americana Heaven Hell por Brasília. O quarteto tocou na capital na noite de quarta-feira (13), no Ginásio Nilson Nelson. No repertório da apresentação, músicas dos álbuns Heaven and Hell, Mob Rules e Dehumanizer, do Black Sabbath, e The Devil You Know, gravado pela bandeira Heaven and Hell. Nesta sexta-feira (14) e sábado (15), a banda toca em São Paulo, no Credicard Hall. No domingo, encerra a digressão no Citibank Hall, no Rio. Como já havia anunciado, minha grande ansiedade era ver o guitarrista Tony Iommi e o baixista Geezer Butler, membros originais do Black Sabbath. O som produzido por essa dupla é um dos mais influentes da história do rock. E os caras continuam impressionando, Iommi com seus solos enfurecidos, embebidos em blues, e Geezer com seu baixo matador e veloz. Dio também deixa boquiaberto qualquer um que descubra que ele já conta com 67 anos de idade. O cantor quase septuagenário impressiona pela forma física – magérrimo – e, principalmente pela potência de sua voz. Ainda canta horrores. Pergunto-me se talvez hoje seu vocal não seja ainda mais forte do que quando integrou grupos como o Rainbow e o Sabbath, nos anos 70 e 80. Além de tudo, Dio esbanja simpatia. O cantor comunicou-se bem com a platéia. Abraçou-se a uma bandeira do Brasil e recolheu um pano em que estava escrito o nome da banda. Vinny Appice, o caçula do quarteto, aos 50 anos, não deixa a peteca cair, atacando com precisão seu kit de bateria em cada canção. Para delírio do público, solou em Time Machine, do disco Dehumanizer. A platéia – que ia de miúdos a sessentões – curtiu as canções mais novas, porém se empolgou mesmo com o repertório do álbum Heaven and Hell, em canções como Children of the Sea, Die Young e a faixa título, que encerrou a performance. No bis, voltaram com Kneon Nights. Para frustração de muitos, o grupo não incluiu na performance repertório do Black Sabbath dos anos Ozzy Osbourne. Cerca de cinco mil pessoas compareceram ao show. O público poderia ser maior. Deve-se levar em conta o fato de a apresentação ter ocorrido no meio da semana. O som também significou um problema nas duas primeiras canções. Em Mob Rules, só escutamos a voz e o baixo. Depois, felizmente, a técnica acertou a equalização dos instrumentos. Mesmo com os deslizes, todos voltaram para suas casa com a certeza de terem visto uma das melhores atuações de um grupo de veteranos do rock, que mostram que não vivem só do passado e ainda mandam muito bem.
Escrito por Marcelinho às 16h37
[]
[envie esta mensagem]
[link]
Expectativa
Céu e Inferno no palco 
Capa do célebre álbum de 1980 do Sabbath, agora transformado em Heaven and Hell
Pois é, amigos. Éeeeeeeeeeeee, amiiiiiiiiiiiiiiiigooo. Amanhã (13), tem Heaven and Hell aqui em Brasília. É o segundo show da digressão brasileira dos caras, que termina com Rio de Janeiro e São Paulo. Soube que eles chegaram ontem à capital do País, deram uma conferência de imprensa e iam aproveitar para conhecer a cidade. Estou ansioso principalmente para ver o guitarrista Tony Iommi e o baixista Geezer Butler, membros originais da formação do Black Sabbath. Tive a oportunidade de assistir ao Geezer na banda do Ozzy, em 1995, em São Paulo, no festival Monsters of Rock, mas Iommi, pra mim uma das lendas da guitarra do rock, ao vivo, será novidade. E, claro, tem Dio e Vinny Appice. Acho que assistir aos caras pode ser uma oportunidade única, pois, exceto Vinny, todos já passaram dos sessenta. Sabe-se lá até quando vão continuar a tocar e, como diria a letra dos Beatles, Tomorrow Never Knows. Adquiri meu convite na tarde desta terça. Na quinta-feira prometo postar uma resenha da apresentação. A todos uma boa noite e bom show para os que forem. Até mais.
Escrito por Marcelinho às 22h41
[]
[envie esta mensagem]
[link]
GUITAR HERO
Guitarra com o mais puro feeling Divulgação 
O guitarrista britânico David Gilmour em ação nos palcos Se fizesse uma lista dos cinco maiores guitarristas do rock pode ter certeza que nela estaria o inglês David Gilmour, instrumentista e cantor do Pink Floyd. Há mais de 40 anos, no grupo que o celebrizou ou em carreira solo, ele encanta milhões de fãs com a beleza da sua voz e dos seus solos de guitarra. Nascido em Cambridge há 63 anos, David entrou para o Pink Floyd no início de 1968. Àquela altura, Syd Barrett, cantor e guitarrista original do grupo, já tinha comprometido sua carreira por conta dos abusos com as drogas. A princípio Gilmour reforçaria o time, porém o descontrole de Barrett foi tamanho que David terminou por assumir definitivamente o posto. A partir dali, o Pink Floyd tomou outro rumo em sua carreira ao sair da psicodelia e embarcar rumo ao rock progressivo, estilo com o qual se consagraria nos anos 70. O baixista Roger Waters, o tecladista Rick Wright e o baterista Nick Mason tiveram papel crucial no sucesso do Floyd, entretanto seria impossível imaginar discos como The Darkside of the Moon, Atom Heart Mother, Obscured by Clouds e The Wall sem o canto e a guitarra de Gilmour. Ora agressivo, ora suave, tanto nas cordas vocais quanto da guitarra, ele se sobressaiu com um estilo inconfundível e arrepiante. Ao contrário dos outros guitarristas de rock progressivo, que apostavam no virtuosismo muitas vezes exagerado, Gilmour calcava-se muito no blues. Isso impactou diretamente na energia de solos como o de Fat Old Sun e Comfortably Numb. Esse último já foi eleito o melhor solo de guitarra de todos os tempos. Compositor refinado, impecável, sabia valorizar a natureza de uma canção com elementos acústicos e com a utilização de uma sonoridade diferenciada, experimental, ruidosa, que críticos atribuíram o nome de space rock (rock espacial). O Pink Floyd sofreu sua primeira implosão em 1983. Três anos mais tarde, sem Roger Waters, o trio remanescente levou a bandeira do grupo. Para muitos um sacrilégio, esta situação perdurou até 1994, quando o grupo encerrou as atividades. Waters, Gilmour, Wright e Mason voltaram a se apresentar no festival Live Earth, em julho de 2007. Em 78, David Gilmour iniciou a carreira solo com um disco homônimo. Ao longo dos anos também tocou ao lado de muitos artistas, como Syd Barrett, em seu álbum solo, Robert Wyatt (ex-Soft Machine), Bryan Ferry e Paul McCartney. Para lembrar de dois solos memoráveis seus como session man, cito o de No More Lonely Nights, com Macca, e Wind Swept, com Ferry, no disco Boys and Girls. Um dos momentos inesquecíveis da carreira solo de David Gilmour é o DVD duplo Remember that Night, gravado há dois anos no Royal Albert Hall, em Londres. Com uma banda que incluía o guitarrista Phil Manzanera (Roxy Music) e Rick Wright, o trabalho ainda contou com participações especiais de David Bowie, David Crosby, Graham Nash e Robert Wyatt. Nesse incrível show, em canções suas da fase solo ou em hits do Floyd, David Gilmour ainda demonstra incrível vigor na voz e nos solos. Destaque no DVD para Arnold Layne e Comfortably Numb, com Bowie nos vocais, Echoes (com aquele eterno e emocionante dueto vocal de Wright e Gilmour) e Fat Old Sun. Em Comfortably Numb mais uma vez Gilmour detonou com um solo furioso, que levou a platéia ao delírio, conforme se percebe em algumas coreografias de membros da audiência. Além de registrar a genialidade de Gilmour, Remember That Night destaca Rick Wright, que canta e toca teclados. Ele morreu cerca de um ano após esse registro. Rick declarou certa vez que adorava tocar com o amigo. “Sempre vou tocar com David quando ele quiser. Estou realmente feliz de fazer isso. E ele também vai tocar comigo, não é isso?”, disse. Saudades de Rick Wright e viva David Gilmour!
Escrito por Marcelinho às 22h26
[]
[envie esta mensagem]
[link]
[ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]
|