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VIAGEM

Un poquito más de Uruguay


No verão, Punta Del Este atrai turistas do mundo inteiro

Para concluir a série de textos que comecei a escrever sobre minha viagem ao Uruguai, vou dar duas dicas de passeios turísticos próximos a Montevidéu. Neles você sai de manhã. Por volta de umas 8h30 uma van te pega e te devolve ao fim do dia. Estas breves viagens têm como destino Punta Del Este e Colonia Del Sacramento.

Compramos os pacotes no próprio Hotel Europa. Para Punta custa US$ 35 e para Colonia, US$ 50 por pessoa. Quem nos conduziu nesta viagem foi Cecília, uma figura simpaticíssima e, como devem ser todos os guias turísticos, profunda conhecedora da história e da cultura de seu país.

No primeiro dia, partimos para Punta. Havia enorme neblina pela manhã e mal víamos a estrada. Nesta rota, beirando o Rio da Prata, passamos por duas cidades antes de chegarmos ao ponto final. Na primeira delas, Piriápolis, chama a atenção o Hotel Argentino, enorme construção dos anos 40 onde ainda há um famoso cassino. Também subimos uma montanha e no topo dela há vista para a cidade e o rio. Porém, não vimos nada. Eu e Carla, minha prima, nos contentamos em entrar numa pequena capela dedicada a Santo Antônio.

De lá passamos por Punta Ballena. O principal atrativo da cidade é o Museu Casapueblo, do artista plástico Carlos Paéz Vilaró. Com estilo semelhante às obras de Gaudí, o local serve como espaço cultural e residência de Vilaró. Abriga além das obras dele, peças de Pablo Picasso. Amigo do artista de Málaga, Vilaró foi presenteado com várias peças de Picasso, como cerâmicas e gravuras que encontram-se no Casapueblo.

Museu Casapueblo de Carlos Paéz Vilaró, em Punta Ballena

Em Punta Del Este, no inverno, o visitante talvez tenha a impressão de estar numa cidade fantasma. Difícil acreditar que ali, onde o Rio da Prata encontra o mar, seja o mesmo lugar disputadíssimo por gente do mundo inteiro. Boa parte das lojas e restaurantes funcionam apenas durante o verão, de janeiro a março. O luxo da cidade se vê nas griffes espalhadas por todos os lados, como a Louis Vuitton.

Punta conta com uma população aproximada de oito mil pessoas. O luxo se reflete nas gigantescas residências. Surpreende saber que algumas têm ocupação em poucos dias do ano com um custo de manutenção astronômico. “Quem realmente desfruta destas residências são os caseiros”, diz em tom bem humorado a nossa guia, Cecília.

No dia seguinte, o passeio vai para Colonia Del Sacramento, a 180 quilômetros da capital do Uruguai. Antes, uma passada por uma vila de colonização suíça-alemã e pela Granja Colonia Arenas. O proprietário, Emilio Arenas Florin, guarda um museu com coleções gigantescas de chaveiros e lápis, entre outras peças. A delícia do passeio fica com uma degustação de queijos e doces. Não deixo de trazer para casa potes de um maravilhoso doce de leite, uma delícia inigualável.

Colonia Del Sacramento constitui uma cidade absolutamente aconchegante. Fundada pelos portugueses, foi disputada durante muito tempo entre lusos e espanhóis, tendo a vitória final cabido a estes últimos. Num estilo literalmente colonial, a localidade se divide na arquitetura de casas e igrejas, no chão e nas ruínas entre resquícios hispânicos e portugueses. O charme também aparece em peças artesanais. De barco Colonia está a apenas 50 minutos de Buenos Aires e os argentinos costumam a ir passar os fins-de-semana por ali. Muitos têm casa por lá.

O charme de Colonia Del Sacramento

No sábado, ainda ganhamos mais um passeio turístico. Nosso voo de volta ao Brasil, previsto para as 6h é cancelado pelo mau tempo. A viagem fica para de tarde. Ganhamos como compensação uma estadia no Hotel Argentino, em Piriapolis, com café da manhã. Deliciamo-nos ao andar pelos corredores longos e desertos, que lembram muito o cenário do filme O Iluminado, de Stanley Kubrick.

Do hotel ganhamos um passeio novamente à montanha onde havíamos estado dias antes. Desta vez, para nosso júbilo, a neblina se foi e podemos ver uma paisagem estonteante do alto, com a cidade e o Rio da Prata à frente.



 Escrito por Marcelinho às 21h51
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EM MEMÓRIA

E Farrah Fawcett também se foi

Longos cabelos loiros, olhos claros, sorriso encantador, carismática. Farrah Fawcett é uma das imagens mais belas dos anos 70. A atriz morreu hoje, aos 62 anos, como Michael Jackson, também em Los Angeles. Ela lutou durante dois anos e meio contra um câncer. Na última quarta-feira foi transferida para a UTI, de onde não saiu mais.

Esta linda mulher ficou famosa em 1976, quando estreou o seriado de TV Charlie’s Angels (As Panteras aqui no Brasil) junto a Jaclyn Smith e Kate Jackson. Farrah participou da primeira temporada das Panteras. Deixou a produção em 77, quando foi substituída por Cheryl Ladd.

Os episódios mais lembrados do trio são sem dúvida os que têm Farrah no elenco. Ex-policiais, eram contratadas como investigadoras particulares pelo misterioso Charlie, que nunca aparecia e do qual apenas se conhecia a voz. Com seu jeito meigo, Fawcett interpretou a personagem Jill Munroe. Era o auge desse tipo de filme na TV, como Baretta, Starsky & Hutch e Swatt.

Farrah Fawcett foi casada com Lee Majors, o Homem de Seis Milhões de Dólares. Teve um longo romance com o ator Ryan O’Neal, que a acompanhou até os últimos momentos. No final dos anos 90, chocou o mundo ao aparecer publicamente toda machucada para denunciar a violência que sofreu por parte de um namorado.

Guardo boas lembranças das Panteras, seriado que assisti bastante nos anos 70, se não me falha a memória, nas noites de quarta-feira, na Globo, em versão dublada. Em 2003, passei por um revival desses filmes ao comprar uma caixa de DVDs com a primeira temporada completa. Diverti-me bastante. Embora minha favorita fosse a morena Jaclyn Smith, Farrah me agradava com seu ar ingênuo de garota texana.

Ainda que sua morte fosse esperada, dado seu delicado estado de saúde, o fato não provoca menos tristeza. Lamento muito.



 Escrito por Marcelinho às 23h18
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LUTO

Morre Michael Jackson

Não poderia haver notícia mais triste nesta quinta-feira (25). Um dos ícones da música pop, Michael Jackson morreu à tarde, após sofrer uma parada cardíaca  em sua casa, em Los Angeles. Ele chegou a ser socorrido por paramédicos, porém não resistiu. Segundo o hospital da Universidade da Califórnia, onde foi atendido, Michael chegou ao local em coma profundo.

Poucos artistas conseguem rivalizar em termos de sucesso com Michael Jackson. Ele transformou-se uma lenda da música popular mundial ao lado de nomes como os Beatles, Elvis Presley e Frank Sinatra. Thriller, seu álbum de 1983, é o mais vendido da história. Até 2006, mais de 104 milhões de pessoas compraram este disco. Todos os seus álbuns somam cerca de um bilhão de unidades comercializadas. As cifras astronômicas na verdade não representam o que há de mais significativo em Jackson. Não existem números capazes de medir seu talento. Um grande cantor, compositor, instrumentista, produtor e dançarino, registrou trabalhos memoráveis ao longo dos anos 60 e 70.

Michael Joseph Jackson nasceu no dia 29 de agosto de 1958, na cidade americana de Gary. Aos cinco anos de idade, começou a cantar com os irmãos no Jackson 5 ou The Jacksons.

Em 1967, a banda assinou seu primeiro contrato de gravação. No entanto, foi quando migraram para o célebre selo de soul Motown, em 1969, que adquiriram status de astros mundiais, ganhando até um desenho animado. Naquele mesmo ano, conheceram Diana Ross, que se tornou uma espécie de madrinha de Michael.

Em 1971, o cantor iniciou sua carreira solo, que durante os anos 70 levaria em paralelo ao trabalho com os Jacksons. O grupo  foi um campeão de vendas e lançou hits inesquecíveis como Never can say goodbye, ABC, Can you feel it e Blame it on the boogie. Em sua carreira solo ou com os irmãos, Michael se destacava pela performance contagiante, pelo som com muito suingue e por sua incrível voz.

No ano de 1979, com produção de Quincy Jones, lançou aquele que talvez seja seu melhor álbum solo ao lado de Thriller: Off the Wall. Ali estão pérolas como Don’t stop ‘till you get enough, Rock with you e a música que dá nome ao disco.

Em 82, gravou Thriller. Nessa época, mais do que nunca, Michael Jackson virou uma febre mundial. Lembro da estréia de cada clipe no Fantástico, sempre com uma aura de grande expectativa.

As músicas eram demais e, para aqueles tempos, os vídeos também faziam jus à atenção dos fãs. Billy Jean trazia Jacko perseguido por um investigador particular, com o chão se iluminando por onde ele pisava. Beat it mostrava o cantor em meio a uma briga de gangues, enquanto Thriller, o melhor de todos os clipes, encenava uma historinha de terror. John Landis, o diretor de Um Lobisomem Americano em Londres, assinou o visual morto-vivo da produção.

Na segunda metade dos anos 80, a carreira de Jackson começou a entrar em declínio. Passou a gravar cada vez menos. Lançou Bad (87), Dangerous (91) e Invincible (2001), discos onde a velha energia foi sumindo cada vez mais. Chegou a entrar em estúdio há três anos para um novo trabalho, entretanto o material permanece inédito.

Pior foi sua vida pessoal. As inúmeras cirurgias e os supostos tratamentos para deixar a pele mais clara desfiguraram o cantor. Some-se a isso o escândalo pela acusação de abuso sexual contra crianças que levou Michael inúmeras vezes aos tribunais. Nos últimos 20 anos, freqüentou mais as páginas de policia dos noticiários do que as colunas de cultura.

Em meio a tanta turbulência, ainda passou por um rápido casamento com a filha de Elvis Presley, Lisa Marie e deixou três filhos, dois com uma médica e um com mãe desconhecida.

Problemas à parte, falamos de um artista que irá deixar muitas saudades. Em momentos como esse, e quando vimos partir outros como James Brown, Curtis Mayfield e Ray Charles, é ainda mais deprimente porque, ao contemplarmos o lixo atual do pop, não apenas perdemos grandes nomes, como não vemos outros de igual brilho surgir.

Descanse em paz, Michael!

 

 

 



 Escrito por Marcelinho às 20h53
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Turismo e gastronomia

Vinhos, cervejas e massas no Uruguai

Falamos da parrillada e de sua importância para a gastronomia do Uruguai. /Como os grelhados, as massas também ocupam um papel de destaque na culinária desse país. Dos restaurantes mais sofisticados até os de aspecto mais humilde é difícil errar ao pedir uma “pasta”, dado o fato de o Uruguai, como a Argentina e partes do Brasil, também ter tido representativa colonização italiana. Lasanhas, sorrentino, espaguetes, canelones e nhoques podem e devem ser pedidos pois irão fazer a alegria de quem os provar.

Para acompanhar nada melhor que um vinho uruguaio. Entre as marcas há a Dom Pascual, a Casa Filgueira e o Pisano. A tannat é a uva número um, mas também encontram-se cabernet sauvignon, malbec, syrah e os combinados.

Aqui a gente até conhece um pouco as cervejas uruguaias, pois de uns anos para cá passamos a encontrá-las com facilidade em bares, restaurantes e supermercados. Patrícia, Norteña e Pilsen são as mais conhecidas dos brasileiros, porém fico no sabor com Zillerthal, uma cerveja bastante de gosto apurado.

Voltando ao assunto comida, não deixaria de falar do chivito, o sanduíche nacional, feito com pão e carne, e o pancho, versão argentina e uruguaia para o cachorro quente. E também deixo como dica os chocolates, bons e à venda em qualquer mercadinho como o Ricardi.

 

 



 Escrito por Marcelinho às 21h18
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TURISMO

Uma viagem a Montevidéu

Para os amantes da carne, nada mais recomendável no Uruguai que a parrillada

 

Na semana passada, eu e minha prima Carla fizemos uma viagem de seis dias ao Uruguai, um país onde há ótimos programas turísticos, culturais e gastronômicos. Saindo de Brasília, fomos de avião para Porto Alegre e de lá para Montevidéu. Da capital do Rio Grande do Sul para Montevidéu leva-se pouco mais de uma hora pelo ar. Isso explica a enorme quantidade de gaúchos cruzando a fronteira.

Do aeroporto de Carrasco gasta-se em torno de uma meia hora para ir ao centro da capital uruguaia. O custo disso: pouco mais que uns 400 pesos uruguaios ou algo acima de R$ 40. Para se hospedar lá recomendo o Hotel Europa, onde já fiquei duas vezes. Tem localização privilegiada, próximo à avenida 18 de julho, grande via de comércio, perto de boa parte dos monumentos turísticos e em suas cercanias há bons restaurantes. A diária inclui café da manhã, dá acesso a Internet gratuita em um computador no saguão do Europa e os funcionários são muito prestativos. O Hotel fica na rua Colonia 1441. O e-mail é o reservas@hoteleuropa.com.uy.

Já havia falado algum tempo da Ciudad Vieja (Cidade Velha), bairro onde estão museus como o de Arte Decorativa e o Indígena, o Teatro Solis e o Mercado Del Puerto.Gostaria de escrever sobre o Mercado, mas, antes, vou situar um pouquinho a gastronomia uruguaia. Donos de alguns dos melhores rebanhos bovinos do planeta, assim como os gaúchos e os argentinos, os uruguaios se destacam pela excelente qualidade de suas carnes. O prato nacional é a parrillada, o equivalente ao nosso churrasco.

Parrillada vem de parrilla, grelha em espanhol. São vários cortes de carne – de boi, frango e porco – assando na brasa. Uma farta parrillada pode custar em torno de uns R$ 60, mas dá com tranquilidade para alimentar três pessoas. E claro, como na Argentina, não se dispensa como acompanhamento as tradicionais papas (batatas) fritas.

O Mercado Del Puerto é um paraíso para os carnívoros como este vosso escriba. Você entra no lugar e se depara com uma dezena de restaurantes dedicados a essa maravilhosa iguaria. Fomos dois dias por ali. No primeiro, pedimos uma parrillada e não conseguimos comer tudo. Muita carne. No segundo, me servi de dois nacos de picanha.

Perto do nosso hotel já havíamos descoberto da outra vez um restaurante muito bom chamado Locos de Asar, onde além de ótima parrilla há massas, vinhos e cerveja de qualidade. Ficamos amigos de um simpatíssimo garçom, Gonzalo, que lembra muito o ator Rowan Atkinson, o Mr. Bean.  Gonzalo, como muitos de seus colegas de profissão, fala muito bem o português. Os brasileiros gostam dele de cara. O Locos de Asar fica na rua San José 1065, paralela à 18 de Julio e à Colonia. O site deles é o www.locosdeasar.com e o e-mail info@locosdeasar.com.

Depois posto mais um comentário sobre a gastronomia uruguaia.



 Escrito por Marcelinho às 18h25
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VIAGEM

De volta

Após seis dias em Montevidéu, retornei para Brasília. Vou postar alguns comentários sobre a viagem, com dicas para os que pretendam ir um dia ou simplesmente saber um pouco mais sobre a maravilhosa capital do Uruguai e de outras cidades que tive oportunidade de visitar.

Um abraço.

 



 Escrito por Marcelinho às 23h59
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VIAGEM

A caminho de Montevidéu

Olá, amigos. Neste domingo (7), às 10h, embarco para Montevidéu, onde passarei seis dias. Volto no sábado (13). Até lá é possível que o blog fique desatualizado, pois não sei qual será a disponibilidade de computadores para postar algo. Caso consiga, escreverei.

Essa é a minha segunda viagem à capital uruguaia. Pena que chegue no dia seguinte ao jogo em que a Seleção Brasileira meteu uma goleada em nossos vizinhos.

Montevidéu é uma cidade simpática, aconchegante, até onde sei segura e com muitas opções culturais e gastronômicas. Está um frio de rachar por lá e a temperatura máxima não está ultrapassando os 15º Celsius. Também quero ver se consigo conhecer algumas cidades próximas.

Para todos o meu abraço, um bom domingo e uma ótima semana.



 Escrito por Marcelinho às 21h28
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ECOLOGIA

E no Dia do Meio Ambiente derrubam árvores e matam pássaros

Na tarde desta sexta-feira, um amigo meu, o jornalista Fabrício Zago, estava indignado – e com razão. Contou-nos que recebeu um telefonema de um conhecido seu dizendo que funcionários do governo local derrubaram dez árvores no Setor Sudoeste, bairro nobre de Brasília. A empreitada desses homens ainda custou a vida de filhotes de pássaros que estavam em um ninho numa das árvores sacrificadas. Os funcionários públicos sequer se deram ao trabalho de verificar se havia algum ninho nas árvores. O acontecimento não poderia ser mais emblemático do descaso em relação à ecologia: hoje, 5 de junho, é o Dia Mundial do Meio Ambiente.

Fabrício, perplexo com o fato, enviou e-mails para as redações de vários veículos de comunicação. Contou-nos que o Correio Braziliense teria ido ao local e feito fotos das árvores e dos bichinhos mortos. O que mais choca nesta notícia é o fato de que os funcionários do GDF cortaram as árvores a pedido de um morador do bairro. Sinceramente, queria entender a estupidez deste indivíduo e saber de que maneira as árvores poderiam incomodá-lo.

Não basta que imensas áreas verdes do Distrito Federal tenham sido devastadas por grileiros para a construção de condomínios. O custo dessa ganância feroz: mais seca, mais calor, a morte de animais e menos água, com a destruição de nascentes. Como diria um famoso locutor esportivo: é, amigo.

Também não basta que irão destruir mais uma preciosa área verde de Brasília para construir outro bairro para gente rica, o tal Setor Noroeste, onde um apartamento não custará menos que R$ 800 mil. É, amigo, não basta. Faltava um patético cidadão indignado com sei lá o quê mandar cortar árvores. Talvez elas estivessem atrapalhando a visão de sua janela. Vai saber.

No início desta semana visitei aqui em Brasília, no shopping Conjunto Nacional, para fazer uma reportagem para o portal do Sebrae, a Planeta Renctas. É uma loja ligada à Renctas (www.renctas.org.br), uma ONG sediada na capital que combate o tráfico de animais silvestres.  

Na Planeta Renctas vendem-se apenas produtos criados de maneira sustentável e com reciclagem, como almofadas de fibras vegetais, biojóias e camisetas cujos tecidos são feitos de garrafas pet, enre outros materiais. O link para a minha reportagem é http://asn.interjornal.com.br/noticia.kmf?noticia=8519116&canal=217.  Além de tudo, os produtos comercializados na Planeta Renctas são criados por 51 comunidades de artesãos do Brasil inteiro, que sobrevivem desta venda.

Todo o lucro da Planeta Renctas – o que sobra das despesas e do pagamento aos artesãos – destina-se ao combate ao tráfico de animais silvestres, sem dúvida um dos crimes mais hediondos que existem. A Renctas dá um importante exemplo em um mundo onde cada vez mais vale a agressão e a destruição. Não percebem eles mesmos que ao derrubarem estas árvores e matarem filhotes de pássaros sacrificam a si próprios e a todos nós. 

 

 

 

 



 Escrito por Marcelinho às 22h34
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LETRAS

Escritores argentinos

Ernesto Sabato participa da série do La Nación

O jornal argentino La Nación editou há alguns anos uma série de livros de grandes autores argentinos. Esses títulos, que são excelentes, podem ser adquiridos em lugares como a Livraria Cultura por um preço bem em conta – algo próximo de R$ 14. Passou pela minhas mãos desta série Uno y El Universo, de Ernesto Sabato. Trata-se de um livro de artigos, no qual o autor trata de assuntos como Determinismo, Surrealismo e Ciência e Moral. A obra, de 1945, lançou Sabato como escritor, com um conjunto de textos contemplados com o Primeiro Prêmio em Prosa da Municipalidade da Cidade de Buenos Aires.

O livro dá mergulhos na filosofia da ciência. Vale mencionar que o escritor argentino cursou filosofia e trabalhou no Laboratório Curie. Largou a ciência em 1945 para se dedicar às letras, universo para o qual trouxe fortes influências de suas atividades anteriores.

Dos textos de Uno y El Universo o que mais me chamou a atenção foi Borges, dedicado ao compatriota Jorge Luís Borges. Logo no começo deste artigo, Ernesto diz com ar sedutor que quando “se faz uma escavação” na obra de Jorge Luis Borges aparecem fósseis díspares como naipes de truco, letras de tango, demonstrações matemáticas, Lewis Carrol, Franz Kafka e labirintos cretenses. Uma frase assim já é suficiente para atiçar imediatamente o interesse sobre a obra de Borges.

Já no final do texto, Sabato conclui sobre Jorge de maneira caleidoscópica: “arbitrário, genial, terno, relojoeiro, débil, grande, triunfante, arriscado, temeroso, fracassado, magnífico, infeliz, limitado, infantil e imortal”.

E por falar em Borges, na mesma série do La Nación destaca-se História Universal de la Infamia, no qual o escritor se dedica a breves relatos sobre alguns dos maiores meliantes da história. Entre os curiosos tipos desta galeria aparecem a viúva Ching. Esta mulher sobreviveu ao esposo, o pirata Almirante Ching. Após a morte do marido, a viúva demonstrou imenso talento para tocar os negócios escusos do Almirante.

Outro malfeitor famoso que ocupa as páginas do livro de Jorge Luis é o gangster norte-americano Monk Eastman. Ele aterrorizou Nova York na virada do século 19 para o 20. Tornou-se notório como assassino profissional e chegou a comandar uma quadrilha de 1.200 homens. Monk teve como fato inusitado em sua biografia a atuação como combatente na I Guerra Mundial. Dizem que não costumava a fazer prisioneiros e fuzilava os alemães que por um acaso caíssem em suas mãos. Terminou a vida literalmente na lama. No Natal de 1920 encontraram seu cadáver em uma rua de Nova York crivado de balas.

 

 

 



 Escrito por Marcelinho às 21h04
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TRISTEZA

Tragédia no oceano 

A segunda-feira começou com a terrível notícia do desaparecimento do voo AF447, da Air France. Duzentas e vinte e oito pessoas entre passageiros e tripulantes estavam a bordo do airbus francês, que ia do Rio de Janeiro para Paris. Até o momento, enquanto as buscas prosseguem, há apenas suposições sobre a real causa do acidente. A mais forte hipótese levantada é a de que o avião tenha enfrentado uma poderosa turbulência, que teria provocado uma pane nos equipamentos da aeronave. A tragédia provocou comoção não apenas no Brasil e na França, países com maior número de prováveis vítimas no desastre, como no mundo inteiro.

Conhecia um dos passageiros, o maestro Sílvio Barbato, que atuou como regente e diretor da Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional, aqui em Brasília. Tive a oportunidade de entrevistá-lo diversas vezes quando trabalhava em um jornal da cidade. Era uma pessoa bastante simpática e gentil.

Voei em algumas ocasiões pela Air France e sempre achei a companhia uma das melhores. Enfim, é mais uma fatalidade que nos causa espanto e imensa tristeza.

Neste momento difícil a única certeza é a dor pela qual passam os familiares e amigos de quem estava no Airbus. Que essas pessoas, de alguma forma, encontrem a força necessária para superar este imenso sofrimento.



 Escrito por Marcelinho às 22h52
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