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NÓTÍCIAS

 

Meu livro continua na praça

Lá se vão quase oito meses desde que lancei aqui em Brasília meu primeiro livro, Não Abra – Contos de Terror. Após esse tempo, volta e meia recebo uma grata surpresa.

 

Há uma semana, na sexta-feira (18), estava em casa de tarde quando recebi um telefonema da Secretaria de Cultura do Distrito Federal. Era um rapaz chamado Daniel Mafra. Ele disse que na rádio Cultura FM, da Secretaria, há dentro do programa Revista 100,9, um espaço chamado Minuto do Livro. Nele, Mafra faz comentários sobre livros lançados pelo Fundo da Arte e Cultura do DF.

A boa notícia que ele me deu foi que haveria naquele dia um comentário sobre meu livro no programa. Liguei o rádio e gravei a resenha, que foi ao ar por volta das 17h30. Gostei porque Daniel, além de falar positivamente da obra e de informar que ela está disponível na rede de bibliotecas públicas do DF e nas estações de metrô, colocou como BG (música de fundo, na linguagem dos radialistas) War Pigs, do Black Sabbath. Nos agradecimentos de Não Abra, cito o Sabbath como fonte de inspiração.

Na última quarta-feira, dei um pulo na Editora Thesaurus, que publicou meu livro, para o periódico ajuste de contas das vendas. Ao chegar lá, descobri que Não Abra – Contos de Terror vendeu 15 exemplares nos últimos cinco meses em São Paulo. O número pode não parecer expressivo, mas levando-se em conta que se trata de uma produção absolutamente independente e quase sem nenhuma divulgação fora de Brasília, o resultado me deixou contente.

Para quem venha a se interessar, o livro continua à venda pela web, em sites como a Livraria Cultura, Submarino e Americanas.

Começo a pensar na possibilidade de um novo projeto, também de histórias de terror e sobrenaturais. Quem sabe nos próximos meses consiga fazer algo a respeito.



 Escrito por Marcelinho às 15h58
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ROCK

 

Som melódico e pesado

Divulgação

Da esquerda pra direita: Jimmy Bain, Cozy Powell, Dio, Blackmore e Tony Carey

Que o guitarrista Ritchie Blackmore sempre foi a alma da banda inglesa Deep Purple não há dúvidas. Isso ficou evidente em 1975, quando o músico largou o grupo, um dos três mais importantes do heavy metal, para formar o Rainbow, seu próprio projeto. O Purple descambou para uma combinação de funk e soul com rock até encerrar as atividades em 1976. Já o Rainbow, em seus primeiros anos de atividade, pareceu concentrar toda a energia perdida pelo combo original de Ritchie.

Um dos mais técnicos guitarristas do rock, Blackmore soube trazer o sentimento para os seus solos, em uma combinação de influências tão diversas quanto o blues, a música clássica e o rock’n’roll. Se no Purple, ele criou alguns dos mais belos riffs e solos da história do rock, não poderia ser diferente no Rainbow. A exemplo de seu grupo anterior, no Rainbow as influências clássicas e populares se fundiam na estrutura da música, melódica sem deixar de ser pesada.

Inicialmente a banda se chamava Ritchie Blackmore’s Rainbow. Este também era o nome do primeiro disco do projeto, lançado em 1975. A curiosidade é que para gravar o álbum Blackmore aproveitou quase todos os membros do grupo americano ELF, menos o guitarrista.

O destaque ficou com o vocalista Ronnie James Dio. A exemplo de Ritchie, Dio se consagrou pela extrema técnica, no caso vocal, muito influenciada pelo canto lírico. Outra marca que deixou no Rainbow, no Black Sabbath e em seu projeto solo é o talento como melodista e as letras inspiradas em mitos e contos de fadas. O álbum de estréia do Rainbow destacava Man on the Silver Mountain, Catch the Rainbow e ainda uma versão de Still I’m Sad, dos Yardbirds.

O segundo disco, Rainbow Rising, de 1976, é o melhor de todos. Trazia uma formação já bem diferente do anterior. Aliás, isto seria outra característica do conjunto, com todas os line-ups em torno do temperamental e egocêntrico Ritchie Blackmore, uma figura que, dizem por aí, não é das de mais fácil convivência.

Voltando ao assunto, em Rising estavam, além de Blackmore e Dio, o baixista escocês Jimmy Bain, o tecladista americano Tony Carey e o fenomenal baterista inglês Cozy Powell, um dos mais importantes do rock.

Rising abria com Tarot Woman, com direito a uma introdução de teclado progressiva, para logo cair no peso. Starstruck lembrava o velho Deep Purple do início dos anos 70 e A Light in the Black antecipava o classic metal da década de 80 nos solos da guitarra e do teclado. O momento explosivo do álbum, no entanto, ficava com Stargazer, a começar da intro cachalotesca de Cozy. A música seguia em uma levada arrastada e ia ao ápice com o solo esfuziante de Ritchie em um de seus grandes momentos, com forte influência da música oriental.

Em 1977, o Rainbow gravou o ao vivo On Stage. O disco tinha início com um trecho do filme O Mágico de Oz, com Judy Garland, antes de entrar a pauleira acelerada de Kill the King, puxada pela bateria de Powell. Em 1978, saiu Long Live Rock’n’Roll, último trabalho com Dio. No ano seguinte Ronnie abandonou o grupo para juntar-se ao Black Sabbath.

Em 1979, saiu Down to Earth, com o veterano Graham Bonnet nos vocais. A surpresa ficou com a chegada de Roger Glover para o baixo. Ao que se sabe, Glover era um antigo desafeto de Ritchie. Deixou o Purple em 1973 por exigência do guitarrista. Na época, o baixista afirmou: “Não entendi. Primeiro o cara me expulsou do Deep Purple e depois me chamou para tocar com ele novamente”.

Down to Earth é até um disco legal de rock ainda que Bonnet às vezes peque pela afetação. Com a saída de Graham em 1980 e a vinda de Joey Lynn-Turner o Rainbow tornou-se mais uma banda pop rock do que heavy, o que desagradou antigos fãs.

Em 1980, Cozy Powell também decidiu encerrar sua colaboração de quatro anos com Blackmore. O batera se recusou a gravar açucarada I Surrender, de Russ Ballard, nos vocais de Lynn-Turner. Powell considerou a canção muito comercial. Quem acabou gravando a bateria foi Roger Glover, antes que Bob Rondinelli ocupasse as peles.

O grupo de Blackmore prosseguiu até 1984, quando o guitarrista retornou ao Deep Purple. Após sair novamente do Purple, nos anos 90, o músico reativou brevemente o Rainbow, antes de enveredar pela música renascentista. Como se vê: gostando-se ou não dele, Ritchie Blackmore pode ser tudo, menos previsível.

 



 Escrito por Marcelinho às 19h48
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POESIA

Abaixo uma pequena experimentação em versos

SÉRIES RADIOFÔNICAS
TRABALHADORES AUTONÔMOS JÁ PODEM SE CADASTRAR
RADIO, LOCUTOR, NOVELA
ENCANADOR, PEDREIRA, COSTUREIRA, JARDINEIRO
TODOS EM SEUS BALÉS HELIOCÊNTRICOS
FOCO DE ORIENTAÇÃO
CADASTRAMENTO, PENSAMENTO
PASTILHAS VALDA DIET
A PARTIR DA ADOÇÃO DOS CRITÉRIOS DE QUALIDADE
PUNKS CORREM PELO RADIOCENTER
BOOTS VELHOS, ENVENENADOS
NOTÍCIA OFICIAL
ESTES JORNAIS NÃO SERÃO MAIS VENDIDOS AQUI
E ENQUANTO A EQUIPE VENCEDORA GRITA
FALO PARA MARIA APOLONÉSIA, A COZINHEIRA:
POR FAVOR, MAIS UM CHAZINHO COM BOLO DE ABÓBORA

 



 Escrito por Marcelinho às 23h08
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INUSITADO

Exploited e a vitrolinha da Minnie

Reprodução

Junto com as minhas paixões pela música, cinema, literatura e artes em geral fatos inusitados constituem matéria-prima para os textos que escrevo neste blog há mais de três anos.

Amigo meu há mais de duas décadas, Sérgio Fontenele, conhecido como Sérgio Cabeça, é uma das pessoas de minha convivência que sempre me inspira a produzir textos, fictícios ou baseados em fatos reais.

Desenhista dos mais talentosos que já vi, Cabeça prima por sua imaginação desenfreada e calcada no surrealismo. Muitas vezes, até parece que conta um fato de outro mundo, no entanto, fala absolutamente de um acontecimento real.

Dia desses, por telefone, Serginho me informava que em novembro a banda de hardcore escocesa Exploited virá tocar no Brasil, e aqui em Brasília. Empolguei-me, pois gosto muito dessa linha de punk oitentista, também integrada por nomes como o magistral G.B.H. e o Rattus, da Finlândia.

Lá pelas tantas, Cabeça voltou ao passado para contar que ainda na primeira metade da década de 80, quando punk e metal borbulhavam em sua casa, comprou o álbum do Exploited Let’s Start a War (Said Maggie One Day), aquele com a caveira de moicano na capa.

Sérgio disse que ouvia música num velho três em um dos seus pais feito de madeira. Segundo ele, os botões pareciam tampinhas de Coca-Cola. Um dia, este aparelho pifou e Cabeça viu-se no desespero, sem poder escutar seus discos de barulho.

A solução veio com um jeitinho bem brasileiro. Meu amigo lembrou-se que sua irmãzinha tinha uma vitrola da Minnie. Não sei se alguém se lembra. Era um toca-discos de vinil vermelho pequeno e com a estampa da famosa ratinha de Walt Disney.

Cabeça pegou emprestada a vitrolinha e pôs o Exploited para tocar nela. Perguntei se o disco rodou direitinho, no que ele me respondeu: “Ficou mais HC ainda. Exploited na vitrolinha da Minnie é hardcore!!”.

Sérgio disse que enquanto o som dos seus pais não voltou do conserto ouviu muito Exploited e outras bandas no toca-discos da irmã. “Escutei aquele disco até as músicas sumirem”, confessou no habitual tom abstrato.

No meio deste papo sobre Exploited, Cabeça lembrou daquele velho mito de que se você pusesse discos de vinil de metal pra tocar ao contrário, ouviria mensagens satânicas.

Em tom bem humorado, Serginho comentou a teoria. “Acredito no contraditório. Se você puser LP da Xuxa ao contrário, vai tocar Slayer. Se pegar o Slayer e rodar ao inverso, você escuta historinhas infantis daqueles disquinhos coloridos”, afirmou.

Depois dessa, vou ouvir Slayer!

 

 

 

 



 Escrito por Marcelinho às 14h02
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BAIXA

Oasis sem Noel Gallagher

Há quase uma semana, o guitarrista Noel Gallagher anunciou sua saída da banda inglesa Oasis, com a qual tocava desde o início, em 1991. O motivo: mais uma briga, com direito a agressões físicas, entre ele o irmão Liam. A notícia caiu como uma bomba na cena roqueira mundial, afinal, o grupo de Manchester é um dos mais importantes revelados nos últimos 15 anos.

O Oasis pode até continuar, mas tende a perder sua identidade. Liam é um verdadeiro rocker. Sua voz e presença de palco constituem uma das marcas fortes do quinteto britânico. Quem teve a oportunidade de ouvir as gravações do nunca lançado acústico da MTV, que não contou com a participação do vocalista, sente com nitidez o vazio provocado por sua ausência. Sem Liam, com seus joelhos inclinados à frente, as mãos às costas e a voz rasgada, o Oasis perde a agressividade e o escracho, uma das melhores características do seu som. Sem Noel, que acaba de deixar a banda, o Oasis fica sem um dos guitarristas mais talentosos revelados nos anos 90, seu principal compositor e também a voz de canções como Don’t Look Back in Anger e Little by Little.

Difícil imaginar o Oasis sem qualquer um dos irmãos Gallagher. Em torno deles giraram as formações do grupo nestas quase duas décadas de atividades. A conjunção da rebeldia de Liam com a harmonia de Noel causava o equilíbrio em meio ao caos das relações turbulentas dos rapazes.

Com um som influenciado por grupos clássicos do rock dos anos 60 e 70, o quinteto de Manchester produziu obras-primas como Definitely Maybe, (What’s the Story) Morning Glory?, Standing on the Shoulder of Giants e Heathen Chemistry.

Oscilando entre o pesado e o acústico, o grupo do Reino Unido registrou canções que já são clássicos como Live Forever, Supersonic, Rock’n’Roll Star, Cigarettes & Alcohol, Wonderwall, Don’t Look Back in Anger, Hey Now, Stand by Me, Acquiesce, Songbird e várias outras.

Além do som, o Oasis sempre chamou a atenção pelas polêmicas e constantes brigas com outros artistas, entre os quais George Harrison, Keith Richards, Blur e Franz Ferdinand. Há pessoas que sentem vontade de arrancar os cabelos ao ouvirem as comparações feitas pelos irmãos Gallagher entre Oasis e Beatles. Na minha opinião, isso sempre teve mais a ver com cinismo do que com arrogância. Desnecessário lembrar as inúmeras vezes que o Oasis prestou reverência aos Beatles, quando, por exemplo, tocou I’m the Walrus.

Recentemente a banda fez uma passagem pelo Brasil. Sorte dos que assistiram, pois não se sabe o que virá pela frente. Sequer existe confirmação sobre a permanência do Oasis na estrada. Há boatos de que outros integrantes seguiriam Noel e abandonariam o barco.

Por enquanto, muita conveeerrrrsa. Bem que o guitarrista poderia dar uma mercadanteada, retroceder e assumir seu posto novamente. Afinal, o Oasis foi um dos grupos que preencheu o vácuo deixado pelo Nirvana e ajudou a manter a bola do rock nos anos 90, dando alegria aos fãs de boa música em um cenário dantesco que ia de dance music a Britney Spears.



 Escrito por Marcelinho às 11h31
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