TIJOLOBLOG
 


LEITURA

Balanço da Feira do Livro 2009

Após uma série de incertezas, a Feira do Livro acabou rolando durante 10 dias no Pátio Brasil Shopping, aqui em Brasília. Consegui garimpar algumas obras para levar para casa, mas o evento serviu principalmente para eu divulgar o meu livro, Não Abra – Contos de Terror.

Na terça-feira (24), fiz o terceiro lançamento de Não Abra, dentro da programação da Feira dedicada a escritores de Brasília.

Mais interessante, no entanto, foram as vendas. Até o início da tarde de domingo (29), o público havia adquirido mais de 20 exemplares do meu título.

Credito parte significativa deste desempenho à minha parceria com James Misse, escritor e dono da editora Pé da Letra, de São Paulo (SP).  James colocou Não Abra em seu estande e se encarregou de uma excelente divulgação. Meus agradecimentos a ele, pois a iniciativa deu novo gás para que eu continue a divulgação deste trabalho e já pense no próximo. Também agradeço ao Daniel Mafra, da Secretaria de Cultura do Distrito Federal, e à organização da Feira do Livro pelo espaço.

 



 Escrito por Marcelinho às 13h13
[] [envie esta mensagem] []




ESTUPIDEZ

As vozes da intolerância

 Não deixei de achar no mínimo curiosa uma mensagem postada neste blog por um leitor que se identificou como Markito, chamando de ridículo o meu texto sobre o Sr. Arp e o Diabo. O cidadão vinculou este conteúdo “satânico” ao meu gosto por rock pesado e encerrou seu recado afirmando que ele (o leitor) “era de Jesus”.

Volto a repetir o que coloquei na resposta. O rapaz não entendeu o diálogo, que nada tem de religioso e tão pouco de apologia ao satanismo. O Diabo, em questão, foi só uma alegoria para falar de questões estéticas, ainda que superficialmente, e o interlocutor do Sr. Arp poderia ser o Mickey Mouse, o Papai Noel ou qualquer outro personagem.

Há algum tempo iniciei a produção de uma série de fragmentos sobre o tal Sr. Arp, que tratam de diversos temas que um dia, quem sabe, eu publique. Embora escreva contos de terror, este material em nada se encaixa no gênero.

Espanta-me um pouco a reação que indivíduos de certas facções religiosas esbocem com a simples menção da palavra Diabo. Às vezes me questiono se vivemos realmente no século XXI ou na Idade Média.

O que me chama a atenção sobre alguns religiosos é sua intolerância em aceitar a diversidade. Embora seja completamente descrente, convivo com pessoas maravilhosas que seguem alguma religião. Minha ausência de fé nunca representou um obstáculo para a amizade com quem mais gosto. Vivemos em um país democrático e faz parte do jogo respeitar as diferenças entre os demais, sejam religiosas, étnicas, sociais, culturais e de opção sexual.

O problema, volto a insistir, reside na intolerância, não só de evangélicos, mas de gente de várias religiões, como os católicos, sobre algumas questões. Entre elas cito o aborto, a eutanásia, as pesquisas com células-tronco, o casamento gay e a descriminalização do uso de drogas.

Respeito as crenças de cada um. Todos têm o direito de seguir a vida como queiram. O que não pode acontecer é que alguns grupos imponham sua vontade ao todo. A humanidade não pode andar para trás por conta do desejo de um séquito de fanáticos que propagam o obscurantismo.  Se dependesse dessa turma, não tenho dúvidas de que ainda viveríamos em tempos nebulosos.

 



 Escrito por Marcelinho às 19h21
[] [envie esta mensagem] []




GROOVE

Jazz e rap juntos!

Capa do álbum de estréia do projeto inglês Us3

Há alguns dias falamos de acid jazz aqui no blog, movimento que revisitou o suingue dos anos 70 com uma aura de modernidade nos 90. Em paralelo a esta corrente, outros artistas apostaram na revalorização de gêneros como o jazz e o funk, enveredando por um cruzamento com o rap. Pelas mãos de gente como Guru e o Us3, a primeira metade da década de 90 viu a efervescência do jazz-rap preconizado por Miles Davis e Quincy Jones. De um lado, sofisticados improvisos instrumentais e groove, do outro, vocais libertários que consagraram o hip-hop.

O Us3 surgiu em Londres em 1991, criado pelas mãos do produtor e DJ Geoff Wilkinson, que havia trabalhado em lojas de discos. O grupo está até hoje na estrada. O projeto resulta da colaboração ao longo dos anos de Wilkinson com uma série de músicos e cantores, como Rahsaan Kelly.

Com uma hábil sacada, Geoff conseguiu os direitos para usar samples da gravadora norte-ameicana Blue Note, um dos mais importantes selos da história do jazz. Acabou assinando contrato com este label.

Em 92, o grupo lançou o EP Cantaloop (Flip Fantasia), em que utilizou o piano de Cantaloop Island, tema jazzístico de Herbie Hancock, com vocais rap. A música tornou-se hit mundial nas pistas de dança. Incluída posteriormente no álbum de estréia do Us3, Hand on the Torch, em 93, a canção estimulou a venda de um milhão de unidades do disco. Como bem disse o jornalista Carlos Calado, em texto do CD da série de jazz dedicado a Hancock, da Folha de São Paulo, “só mesmo uma pessoa que estivesse fora do planeta Terra em 93 não teria escutado o hit do Us3”.

O compositor e rapper Keith Elam, vulgo Guru, vem da cidade americana de Boston e começou a experimentar jazz com o rap nos anos 80, no duo Gang Starr. Em 1992, com o fim da dupla, Guru lançou-se com pé firme no jazz-rap no projeto solo Jazzmatazz, no qual aparece sempre bem acompanhado de grandes músicos do jazz e da música pop.

Só para se ter uma idéia, o Jazzmatazz Vol. 1 reuniu no elenco de apoio o trompetista Donald Byrd, espécie de precursor do acid jazz e do jazz-rap nos anos 70, o tecladista Lonnie Smith e o rapper francês MC Solar. Outros discos trouxeram a colaboração de artistas como Ramsey Lewis, Brandford Marsalis, Herbie Hancock e Isaac Hayes, entre tantos.

 

 



 Escrito por Marcelinho às 18h00
[] [envie esta mensagem] []




FRAGMENTO

Sr. Arp: o apagão

 

Os obscurantistas religiosos agem com mais força do que nunca.

Cuidado!

Houve um apagão nacional e desconfio de que eles estejam por trás disso.



 Escrito por Marcelinho às 23h49
[] [envie esta mensagem] []




SUÍNGE

Esse som é verdadeiro

A música negra norte-americana é uma das mais representativas da cultura mundial, dada sua força de expressão e energia do ritmo. Dos anos 20 aos 70, em estilos como os spirituals, o gospel, o blues, o jazz, o rhythm’n blues, o soul e o funk, a black music marcou história.

Mas, na década de 80, esse tipo de música se diluiu em sonoridades que mais refletiam a preocupação com as cifras do que realmente com a mensagem e a qualidade, o que se viu nitidamente no trabalho produzido por gente como Whitney Houston.

Na rebordosa da disco, o funk ficou por demais eletrônico. O jazz, à exceção dos chamados young lions, virou eminentemente artigo de perfumaria, música ambiente para coquetéis povoados de yuppies e peruas. Tirando o Thriller, de Michael Jackson e discos como Tutu, de Miles Davis, a música negra tornou-se o som favorito para mauricinhos e patricinhas nas pistas de boates, situação que se reflete até hoje com as Rihannas, Beyonces e 50 Cents da vida.

Entretanto, nos anos 90, enquanto o rock também se renovava com o Nirvana e a música eletrônica abria caminho nas raves povoadas por milhares mundo afora, uma geração de jovens músicos, negros ou não, na ponte New York-Londres, redescobriu a velha energia do jazz, do soul e do funk e lhe modernizou o som.

Os pioneiros desse tipo de música foram justamente artistas mais velhos: o compositor, produtor e arranjador Quincy Jones e o trompetista Miles Davis. Um dos mais talentosos músicos de todos os tempos, Quincy Jones fundiu jazz e rap em seu disco Back on the Block, de 1989.

 

Imagens: divulgação e reproduções

Sempre à frente, Miles foi pioneiro do acid jazz e do jazz rap

Miles, um revolucionário em cinqüenta anos de atividades, pouco antes de sua morte, em 1991, lançou Doop-Bop, estatuto do jazz-rap e do acid jazz. Misturando o hip hop com o jazz, Miles pretendia retomar a velha energia da música negra originária das ruas, que, segundo o instrumentista, havia se perdido.

O acid jazz combinava solos jazzísticos, a pulsação do funk, influências eletrônicas e uma textura pop. O gênero agradou jovens cansados do marasmo da dance music e do R&B (termo que originalmente era abreviação do rhythm’n’blues, mas que terminou se transformando em sinônimo de uma música negra excessivamente melosa e comercial).

O Jamiroquai mostrou que era bem mais que uma cópia de Stevie Wonder

 

Embora não possa ser classificado integralmente como acid jazz, o inglês Jamiroquai deu sua contribuição à corrente. Independentemente dos rótulos, o combo do vocalista Jason Kay criou uma excelente música dançante. O Jamiroquai ainda trazia letras em defesa do que hoje chamamos de "mundo sustentável". Ambientalista e pacifista, a banda dava esse recado em seu primeiro álbum, Emergency on Planet Earth, lançado em 1993, em canções como When You’re Gonna Learn e Too Young to Die.

Devido às semelhanças em alguns instantes da voz de Kay e dos arranjos do grupo com Stevie Wonder, o Jamiroquai acabou acusado injustamente de ser uma xerox do artista negro. Entretanto, o tempo deu mostras da força da originalidade da banda, aberta a outros caminhos. Os últimos álbuns do Jamiroquai, como Synkronised, de 1999, assimilaram bastante a música eletrônica. Canned Heat, faixa desse álbum, é uma das melhores canções dançantes de todos os tempos.

Muito groove no som dos Brand New Heavies

 

Também britânico e nascido na metade dos anos 80, o Brand New Heavies é outro grupo cheio de energia e que também explora de forma moderna correntes como o jazz, o funk e o eletrônico. Os Brand New Heavies passaram por várias formações e deve-se destacar a participação da cantora norte-americana N'Dea Davenport.

Formado na cidade de Nova York, o Groove Collective lançou vários álbuns, que transitam por sons que vão da música cubana ao funk, entre temas instrumentais e vocais.

A cantora britânica Lisa Stansfield fez muito sucesso na virada dos anos 80 para os 90. Inicialmente vinculada ao movimento de música eletrônica dançante, essa ótima intérprete abriu seus horizontes para a soul music e o jazz. Lisa gravou em mais de uma ocasião com Barry White, um dos mestres soul, falecido há pouco tempo.

Lisa: boa voz que vai do jazz ao eletrônico

Mais recentemente, o grupo californiano Maroon 5 apostou em um pop rock combinado com funk, com a influência primordial de Stevie Wonder, mas também bebendo em Michael Jackson, Prince, Jamiroquai e outros.

 

Não se engane com o visual; o Maroon 5 não é uma boy band e também aposta no suíngue

 

 

 

 

 



 Escrito por Marcelinho às 21h50
[] [envie esta mensagem] []




SURPRESA

Vai ter Feira do Livro em Brasília sim!

Quando voltei de viagem de Florianópolis na semana passada, recebi um recado do Daniel Mafra, da Secretaria de Cultura do Distrito Federal, com a informação de que as dificuldades foram superadas e que a Feira do Livro de Brasília, para felicidade dos leitores, acontecerá. Entrei em contato hoje com a organização do evento e fui informado de que a Feira terá lugar no shopping Pátio Brasil, onde é realizada há vários anos, de 20 a 29 de novembro.

Em virtude da Feira, não vai ocorrer mais o encontro para lançamento de livros previsto em Taguatinga. Então, enviei meus dados à organização do evento literário e há a possibilidade de aparecer por lá em um espaço dedicado a escritores do DF para mostrar Não Abra – Contos de Terror.

Não tenho certeza se irei mesmo participar. De qualquer modo, fiquei feliz pela Feira do Livro que, como já disse, representa um dos momentos anuais mais importantes da cultura local, não só pelo aspecto comercial como pela vital difusão do hábito da leitura.  

Agora tenho que fazer uns cálculos para separar um dinheirinho para gastar por lá. Afinal, sempre há oportunidade de se conseguir títulos interessantes ali, entre obras clássicas e contemporâneas.

Também quero aproveitar para levar uns livros na mochila, informalmente, e fazer contatos com editoras e livrarias que estejam na Feira do Livro.

A todos uma ótima semana.



 Escrito por Marcelinho às 13h54
[] [envie esta mensagem] []




FRAGMENTO

O Fim

Estávamos numa era na qual não havia mais nada à frente, em que o tempo era finito.

Tomei-a nos braços ardorosamente e disse: “E se ainda tivéssemos pelo menos a eternidade?”



 Escrito por Marcelinho às 01h30
[] [envie esta mensagem] []


[ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]
 
 
 
  BRASIL, Centro-Oeste, Homem


 





 Todas as mensagens
 Link
 Objeto de Desejo



 UOL - O melhor conteúdo
 All Music
 All Movie
 Pandora
 Blogalize
 euovo
 Google
 Wikipedia
 Le Monde
 Marlos Marques blog
 Blogação
 Clube do Jazz
 Blog dos Quadrinhos
 Borboletas de Jade
 Blog do Fernando Brasil
 Olímpio Cruz
 Desejo Palavras



 Dê uma nota para meu blog